quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Morcego indiscreto



Você já assistiu ao filme Janela Indiscreta dirigido por Alfred Hitchcock?
Eu não, sabe por quê?
Ah, moro sozinha e ficaria com medo, como fiquei dos filmes sexta-feira 1, 2,3.... Halloween, e outros filmes de terror. Mas o fundamento da história não é essa se você tem ou não medo de filme de terror, e sim a invasão do morcego indiscreto.
Passei alguns anos da minha vida na cidade de Ribeirão Preto, calor, cervejinha, risadinhas, nada disso, trabalho e faculdade, ou vice – versa.
Em uma noite quente, (quase todas as noites de ribeirão são quentes), não me lembro bem quando, mas era noite, morava em um apartamento bem legal, fresco, e apartamento não há motivos para lacrar as janelas, pois eu encontrei um belo motivo, nem tão belo assim...
Ao chegar do trabalho, abri a sacada, a janela da cozinha e me aprontei, comecei a assistir TV, isso era tarde, mais de 23:00 h, eu trabalhava no período noturno, muita grana, não o suficiente, (rsrsrsrs), nesse dia...
Comia um pedaço de pizza e algo engraço me fazia rir na TV, quando derrepente.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, rasante no meio da cozinha, PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Nada avistei, seria um pássaro, ou mesmo o avião de alguma criança?
Resposta errada era um morcego mesmo, isso um M-O-R-C-E-G-O, não o BATMAN, muito menos o SUPERMAN para me salvar, que seja o CHAPOLIN COLORADO.
O que me restou fazer, o que faz uma mulher que mora sozinha nessas situações animalesca, ou insetalesca...?
Resposta: GRITAR E CORRER – AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH (eu gritando e correndo), PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA (a porta do quarto batendo).
A salvação, meu celular.
-Mãe tem um morcego no meu apartamento
- Como um morcego, você virou Bióloga ou a Mulher – Gato?
- Não o BATMAN, um animal mamífero M-O-R-C-E-G-O.... O que eu faço?
- Tira ele dai.
- Como? Fala para meu pai vir até aqui...
- Filha, estamos a 130 km e dois pedágios, seu pai não irá até ai para tirar o morcego do seu apartamento.
- Tá, ta, tchau.
Se eu fosse mãe talvez falasse o mesmo para minha filha.
Abri a porta do meu quarto, passei os olhos pela sala e nada avistei, inimigo escondido, na ponta dos pés, fui até a cozinha, com muita cautela procurei, em todos os cantos, e nada.
Estava salva!!!!!! UFA, ao escrever essa frase respirei tão fundo que senti alivio novamente. Então continuei o que fazia TV e meu pedaço de pizza, um novo por que o invasor poderia ter envenenado minha pizza.
Dormi, na manhã seguinte linda, de algum dia da semana, estava animada, vou limpar meu ap, talvez isso resolva a invasão. Acreditei que algum motivo de sujeira trouxe aquela coisa para o ap, que não era sujo não, sou mulher e prezo por higiene, mesmo assim limpei.
Na sala tinha um sofá cama, com um colchão em cima, sempre tirava ele de lá para limpar, mas naquela hora senti calafrios, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, o morcego, estava bem embaixo do colchão no sofá cama, como ele conseguiu, fiquei boa parte da noite dormindo com o inimigo e me sentindo salva, vou fazer um BO.
Sai feito louca mesmo até a rua encontrar um braço forte e corajoso para salvar a Cinderela.
Encontrei um maluco que passava na rua, num tinha visto na minha vida.
- moço me ajuda, tem um morcego no meu ap, e estou com medo, tira ele de lá para mim....
- Morcego, como assim?
-É assim, simples ele entrou e não sabe o caminho de volta.
- Ta.
Subimos, mas senti que moço estava com mais medo que eu.
- Onde ele esta?
- Embaixo do colchão, vou levantar e você dá uma vassourada nele, ok?
- Sim.
PAFI, PAFI... (barulho da vassoura) GRIFII, GRIFI (barulho do morcego).
Agora sim, respiro tranqüila ao encerrar essa história verídica com a morte do morcego, não queria matá-lo, mas infelizmente não tive outra opção, a morte de um animal, nunca é legal, caso haja necessidade como neste caso, peço desculpas aos biólogos (as), e protetores de morcego.
Enfim a salva!


Ovelha com Insônia.
                                                                                                                      27/11/2010

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